Roteiro pela região do Douro vinhateiro, a primeira região demarcada de vinhos do mundo

O Vale do Douro é uma das áreas vitivinícolas mais apreciadas do mundo. O Douro Vinhateiro, como é conhecido, foi a primeira região demarcada de vinhos no mundo (1756) e é considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. Com suas belas paisagens naturais e miradouros, traz também muitos atrativos para quem não é necessariamente fã da bebida. As Quintas (vinícolas) estão localizadas em propriedades rurais e oferecem diversas experiências, como spas, atividades do campo à mesa, passeios de balão e ótimos restaurantes.

Quem opta por se hospedar no Porto, costuma fazer uma viagem de bate-volta para o Douro vinhateiro. Mas, com tanta coisa para ver e fazer, recomendamos pelo menos 3 dias na região. Se tiver a oportunidade, se hospede em um dos belíssimos hotéis-vinícolas no Douro. Vamos lá?

COMO PLANEJAR UMA VIAGEM para a região do DOURO

Informações Essenciais


Geral

Informações

A primeira região demarcada de vinhos do mundo.
Idioma: Português.
Distances: Porto (120 km).
Curiosidade: A pedra predominante na região é o xisto, uma rocha fortemente laminada responsável por um solo com muitos nutrientes, proporcionando um terroir perfeito para a produção de vinhos.

Transporte

Como chegar

A cidade do Porto e seu aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro (OPO), é a principal porta de entrada para visitar o Vale do Douro. A partir dela, há várias opções de bate-volta, incluindo tours de dia inteiro. Para explorar a região, recomendamos alugar um carro que pode ser feito já no aeroporto. Também é possível visitar a região do Douro de barco ou trem (com as principais estações em Peso da Régua e Pinhão).

Na região

Como se locomover

As distâncias são curtas, mas as Quintas são grandes e rurais. Por isso, a melhor maneira de se locomover pelo Douro é de carro, pois lhe dará liberdade para fazer várias paradas durante o dia e sem pressa. Sem contar que a própria viagem pela cênica N222 já é um programão. A estrada, que liga Peso da Régua ao Pinhão, é considerada uma das mais bonitas do mundo. Não há transportes públicos para as Quintas, então quem não quiser dirigir, pode optar por tours com traslados.

Agenda

Melhor época

A época mais procurada pelos turistas é a da vindima, que acontece em setembro (podendo começar antes, em agosto, ou se estender até outubro, dependendo do ano e das condições climáticas). Mas é bom ressaltar que é um período mais caro e com as cidades mais cheias. É em setembro que acontece o Wine & Music Valley, um festival que mescla gastronomia, música e cultura enófila. A primavera, sobretudo o mês de abril, é uma boa época, já que o clima é ameno, as vinhas estão floridas e a região não está lotada.

Mapa do Vale do Douro

Regiões Vinícolas


Mapa do Vale do Douro Vinhateiro em Portugal

A região do Douro é dividida em três sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.

Baixo Corgo

As principais cidades são Peso da Régua, Lamego e Vila Real. Com bons restaurantes, Régua fica a apenas 1h30 de distância do Porto.

Cima Corgo

vinícolas de vinho do Porto, como a Quinta do Bomfim e a Quinta de La Rosa. Ao redor, estão também as aldeias vinícolas, como Tabuaço e Provesende.

Douro Superior

A principal cidade é Vila Nova de Foz Côa, onde se encontra o maior museu a céu aberto do mundo, o Parque Arqueológico do Vale do Côa.

Lugares para visitar

O que fazer no Vale do Douro


1. VISITAR AS VINÍCOLAS (QUINTAS)

Não tem como falar do Douro sem mencionar as vinícolas, chamadas de Quintas. Além de provar vários rótulos, é possível se hospedar e explorar diversas atividades ligadas ao mundo dos vinhos – desde tratamentos à base da bebida em spas, a voos de balão, piqueniques nos vinhedos e muito mais. As castas mais cultivadas na região são as tintas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão e Tinta Roriz e brancas Malvasia Fina, Gouveio, Viosinho, Códega e Malvasia Rei.

As melhores vinícolas para visitar no Douro


Quinta da Pacheca

É conhecida pela qualidade de seus vinhos e por suas experiências únicas. Possui também um hotel onde os hóspedes podem dormir em suítes que se parecem com barris de vinho. Também há passeios de balão, piquenique em meio aos vinhedos, aulas de culinária, colheita e pisa das uvas com degustação (super recomendo!), entre outras atividades.

Quinta do Bomfim

Fica em Pinhão, no Alto Douro, e é uma das vinícolas mais emblemáticas da região. Tem fácil acesso, está localizada a uma distância a pé da estação de trem. Produz um dos mais famosos vinhos do Porto, o Dow’s.

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© Quinta da Pacheca

Quinta do Vallado

Construída em 1716, é uma das mais antigas e parada obrigatória. Há um hotel em seu interior, além de tours diários com degustação.

Quinta do Crasto

Sua produção de vinhos data de 1615 e em sua propriedade há uma casa centenária com a possibilidade de hospedagem. As atividades vão desde tour com provas de vinhos a passeios personalizados que podem incluir almoços ou jantares complementados com passeios de barco no Rio Douro.

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© Quinta do Crasto

Quinta do Seixo

Localizada na margem Sul do Rio Douro, no Cima-Corgo, a Quinta do Seixo chama atenção pela vista panorâmica. Possui uma grande área e é um dos mais tradicionais produtores de vinho da região.

Quinta de La Rosa

De fácil acesso, devido a sua proximidade com Pinhão. A vinícola possui um hotel e atividades para não-hóspedes como provas de vinho, pisa de uvas na época da vindima, trilhas e restaurante. Além dos rótulos de vinho, produz sua própria cerveja.

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© Quinta de La Rosa

Idéias de Roteiro

2. SE DESLUMBRAR NOS MIRADOUROS

Um programa imperdível durante uma viagem pelo Douro é se deslumbrar nos miradouros com paisagens magníficas. Conheça o Parque Natural do Douro Internacional, chegando à Barca de Alva, onde o rio segue até Miranda do Douro, na fronteira entre Portugal e Espanha. A área de proteção ambiental é lar de várias espécies de aves ameaçadas de extinção. O clima da região registra grande amplitude térmica, com invernos frios e verões muito quentes e secos. Em fevereiro e março, as amendoeiras em flor são mais um espetáculo da natureza.

Os Melhores Miradouros do Vale do Douro


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Miradouro Casal de Loivos | © Food’n Road

Miradouro Casal de Loivos (Pinhão)

Um cartão-postal do Douro Vinhateiro, localizado a 5km do Pinhão. Considerado uma das seis vistas mais bonitas do mundo pela rede britânica BBC, Casal de Loivos é de fácil acesso e oferece uma vista deslumbrante, incluindo o famoso “L” que o curso do Rio Douro forma em frente ao Pinhão.

Miradouro São Leonardo de Galafura (Régua)

Este miradouro guarda uma das mais belas paisagens do Douro e foi eternizado como um “excesso da natureza” pelo poeta português Miguel Torga (1907-1995). É parada obrigatória, presente em qualquer lista dos melhores miradouros do Douro, oferecendo do alto dos seus mais de 600 metros uma visão panorâmica do Vale do Douro e da grande Serra do Marão.

Miradouro de São Salvador do Mundo (São João da Pesqueira)

A 493 metros de altitude, este miradouro oferece vista deslumbrante do vale do Rio Douro e dos seus afluentes. Abriga o maior santuário do Alto Douro Vinhateiro, ponto de peregrinação formado por um conjunto de capelas construídas no século XVI. Reza a lenda que se uma pessoa solteira der um nó nas giestas do Santuário de São Salvador do Mundo, encontra logo um bom pretendente para casar.

Miradouro de Vargelas (São João da Pesqueira)

Também em São João da Pesqueira, o miradouro de 450 metros de altitude oferece vista panorâmica privilegiada de São Salvador do Mundo, Vale de Figueira, São Xisto, Ferradosa e, claro, do Rio Douro e as encostas esculpidas pelo homem ao longo do tempo. O local foi imortalizado pelo escritor português Francisco Moita Flores, na obra “Fúria das Vinhas”: “Quem subir ao alto de Vargelas ficará com a certeza de que chegou ao ponto mais belo do céu”.

Miradouro Rota do Douro (Carrazeda de Ansiães)

Situado na sinuosa estrada que liga Beira Grande a Coleja. O visitante pode desfrutar de uma belíssima paisagem de vinhas, socalcos, aldeias ribeirinhas e toda a imponência do Rio Douro, cuja curva em seu curso é enquadrada na paisagem. Já na margem oposta, é possível avistar a Quinta de Vargelas, assim como a estação ferroviária de Vargelas, pertencente à Linha do Douro.


3. FAZER UM CRUZEIRO PELO RIO DOURO

Os passeios de barco pelo Rio Douro estão entre as atividades mais procuradas pelos visitantes, que pode ser tanto um cruzeiro de algumas horas como de vários dias. Os tours de pelo menos um dia inteiro costumam incluir refeições e degustações de vinhos, além de paradas em locais estratégicos para visitar as cidades e as Quintas. Para quem está no Porto e busca um bate-volta rápido pela região, os roteiros circulares que margeiam o rio são os mais procurados. Conhecido como “Cruzeiro das Pontes”, o visitante paga um valor fixo para o dia, podendo desembarcar e embarcar livremente em pontos específicos.

4. FAZER UM TOUR DE TREM

Se visitar a região entre junho e outubro, considere fazer um passeio pelo Comboio Histórico do Douro, um trem à vapor de 1915. O percurso à beira do Rio Douro vai da Régua ao Tua numa viagem que promete um mergulho ao passado e com paisagens belíssimas. Os embarques acontecem apenas aos sábados e duram cerca de 3 horas (ida e volta).

5. ARTE E CULTURA

As atrações do Douro não são restritas apenas ao enoturismo. Além de apreciar a bela paisagem, os turistas podem visitar a rede local de museus que, desde 2020, conta com um passaporte com descontos para visitas nas 41 instituições. Entre eles, o Museu do Douro, em Peso da Régua, que oferece um mergulho na história da região. Outros espaços pertencentes a essa rede são o Miguel Torga, o Museu da Seda e do Território, a Calçada de Alpajares e o Museu da Memória Real. Também vale a visita ao Parque Arqueológico do Vale do Côa, o maior museu a céu aberto do mundo situado no Douro Superior.

6. VISITE PRODUTORES ALÉM DO VINHOS

Não só de vinho vive o Douro. Na região você encontrará também terra fértil para oliveiras centenárias como Madural, Verdeal, Cordovil e Galega que são as principais variedades de azeitonas. Os amendoais em Portugal também remontam às primeiras aldeias da região, dando origem à hoje chamada Amêndoa Douro DOP. A Associação dos Produtores fica em Vila Nova de Foz Côa, mas a área de produção é bem mais extensa, passando por Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e Vila Flor, entre outras cidades.

Atividades e Passeios

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Douro


Gastronomia

O que comer no Vale do Douro


O Douro também tem uma rica gastronomia que vai muito além do bacalhau. Entre os pratos tradicionais da região, está a Bôla de Lamego, uma massa fofa com variados recheios de peixes ou carnes vermelhas. As carnes vêm do gado duriense ou de animais de caça. Entre as iguarias mais apreciadas, estão o cabrito assado, o javali estufado e os torresmos à moda de Cinfães. Quem prefere peixe, as trutas de escabeche são muito populares. As sobremesas aproveitam as frutas, castanhas e amêndoas da região, como as Cavacas de Resende, feitas à base de ovos e açúcar e assadas em forno a lenha.

Melhores Restaurantes do Douro


A Repentina, em Peso da Régua, guarda a fama de ter o melhor cabrito assado do Douro, feito no forno a lenha e servido como manda a tradição: com arroz e batatas. Ao fazer uma reserva, é preciso dizer que vai querer este prato. Outro lugar disputado na Régua é o Castas e Pratos, com ambiente moderno localizado em um antigo armazém e uma carta de vinhos com mais de 700 rótulos. Na mesma área, quem ama tapas pode apostar na Tasca da Quinta.

Às margens do Rio Douro, em Folgosa, fica o DOC, restaurante do premiado chef Rui Paula. Além dos pratos contemporâneos de inspiração duriense, a casa traz uma bela vista para o rio.

Em Lamego, o restaurante Manjar do Douro mescla o melhor da comida portuguesa com pratos autorais, além de uma bela vista para o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios.

Em Pinhão, a Cozinha da Clara, na Quinta de La Rosa, traz um terraço com uma vista privilegiada do Rio Douro. Outro estabelecimento tradicional é o Restaurante Rabelo, no Hotel Vintage House Douro, que oferece releituras contemporâneas de pratos tradicionais.

Para finalizar, não deixe de visitar o restaurante Tabua D’aço, localizado na vila de Tabuaço, margem esquerda do Rio Douro. O restaurante é comandado pelo Chef Thomas Egger, o primeiro a receber o título de Green Chef em Portugal, entregue para quem trabalha somente com produtos orgânicos e ingredientes naturais. Se você busca um lugar para ficar no Douro que une hospitalidade com boa comida, dê uma olhada na Casa dos Ruis, também de propriedade do Chef, o hotel é bem localizado e com forte foco na gastronomia.

Melhores hotéis e acomodações

Onde ficar no Douro


vista do hotel six sense no douro portugal
Six Senses Douro Valley

Não faltam opções de hospedagem para quem busca conforto e excelência com experiências incríveis, em especial ligadas ao enoturismo.

  • Quinta da Pacheca (Lamego) hotel vinícola 4 estrelas que oferece também a oportunidade de dormir em quartos com formato de barris;
  • Quinta do Vallado (Régua) celebra o turismo rural, com trilhas, pescaria e passeios no campo;
  • Monverde Wine Hotel (Amarante) um premiado hotel de vinhos que oferece uma experiência excêntrica de pintura com vinho;
  • Quinta de La Rosa (Pinhão) produz vinhos icônicos como o Vale do Inferno, tem uma das vinhas mais antigas do mundo e algumas das paredes de xisto mais altas do Douro;
  • Six Senses Douro Valley (Lamego) oferece até voo panorâmico de helicóptero sobre o Rio Douro, canyoning e rafting.

Descubra as Aldeias Vinhateiras


Enquanto viaja pelo Douro, que tal conhecer as Aldeias Vinhateiras? Desde 2001, um projeto de valorização do patrimônio arquitetônico, gastronômico e cultural da região selecionou seis aldeias que trazem uma história intimamente ligada ao vinho. As Aldeias Vinhateiras ficam mais animadas em setembro e outubro, com a vindima. Mas vale a pena visitar e provar os sabores típicos de cada uma delas, em qualquer época do ano.

Favaios: A aldeia, em Alijó (Vila Real), é famosa por duas iguarias – o pão caseiro, feito à moda antiga, e o vinho Moscatel, sendo a casa do Moscatel Galego Branco. Então, não deixe de apreciar um cálice na Adega Cooperativa de Favaios e conhecer o processo de vinificação, nem de visitar o Museu do Pão e do Vinho. Coloque no seu roteiro a neoclássica Igreja Matriz de Domingos, com o campanário mais alto de Alijó; as capelas de São Paio (século XVI), de Santo Antônio (século XVII) e de Santa Bárbara, no alto do monte, com vista panorâmica do Douro. O visual também é de tirar o fôlego no Castro de Vilarelho, a 820 metros de altitude, fundado na Idade do Ferro.

Provesende: A viagem continua pela histórica Provesende, em Sabrosa (Vila Real), cuja fundação é anterior ao Reino de Portugal. A maior atração é a Capela de Santa Marinha, construída na fase final do império romano: foi templo pagão até a conquista do Cristianismo, depois virou mesquita árabe até a reconquista cristã, chegando a sediar um mosteiro beneditino. A 809 metros de altitude, o Castro de São Domingos e sua capela, com ruínas de muralhas de xisto, da Idade do Ferro, têm vista deslumbrante. Também não deixe de passar pela Igreja Matriz, apreciar seus solares e as casas brasonadas, como a Casa da Calçada, Casa do Fundo da Vila e a Casa da Praça, a mais antiga de Provesende, de 1460.

Barcos: Localizada em Tabuaço, sua história remonta à Idade do Bronze. A Igreja Matriz, do século XII, é um monumento nacional de visita obrigatória. O Santuário de Santa Maria do Sabroso e a Capela de Santa Bárbara também merecem atenção, assim como uma roda dos expostos, mecanismo utilizado antigamente para deixar recém-nascidos ao cuidado de instituições de caridade. O Cruzeiro dos Centenários de Barcos, o Fontanário do Largo do Adro, o antigo Forno da Confraria, a Fonte Velha e os Paços do Concelho completam o passeio. Em outubro, Barcos celebra seu Carnaval, que também é próximo à Festa da Colheita da Uva.

Trevões: A aldeia em São João da Pesqueira se destaca pela diversidade, já que não depende exclusivamente da vinicultura: há cultivo de frutas, legumes e verduras, produção de azeite, além de trabalho em madeira, especialmente pinheiro e eucalipto. Entre as atrações estão a Capela de Nossa Senhora da Conceição, do século XVII, e a Capela do Mártir São Sebastião, a mais antiga, do século XVI. No Solar do Paço Episcopal, do século XVIII, descubra o “olho do bispo”, um óculo na fachada sul que servia para o bispo verificar se o número de fiéis era suficiente para celebrar a missa. Também não deixe de visitar o Museu de Trevões e observar a produção de um calçado feito à mão, já que o ofício de sapateiro é uma grande tradição local.

Salzedas: Essa aldeia vinhateira em Tarouca abriga um dos mais importantes mosteiros de Portugal, o histórico Mosteiro de Santa Maria de Salzedas. Entre os povos que formaram a cultura local estão lusitanos, romanos, suevos, visigodos, muçulmanos e judeus, cuja presença é visível no bairro do Quelho. Não deixe de visitar a Capela do Desterro (século XVII), revestida de azulejos e em formato hexagonal, obra do famoso arquiteto e pintor Nicolau Nasoni, que projetou a Torre dos Clérigos, no Porto. Vale a pena também passar pela Ponte Românica de Vila Pouca, de um só arco, que atravessa o Rio Varosa. E não deixe de provar o Biscoito de Salzedas, também conhecido por Biscoito da Teixeira, receita tradicional dos monges, que criaram outro símbolo local, o tradicional licor de baga de sabugueiro.

Ucanha: Vizinha de Salzedas, Ucanha também fica em Tarouca (Viseu) e completa o roteiro de viagem às Aldeias Vinhateiras do Douro. As principais atrações são a ponte fortificada, do século XII, única em Portugal, e a torre de portagem do século XV. Também não deixe de conhecer a Igreja Matriz de São João Evangelista, do século XVII, cujas peças em talha dourada contrastam com a arquitetura sóbria, e as ruínas da Abadia Velha. Outra atração imperdível é experimentar o espumante produzido na região. Combinado com a doçaria conventual, às margens do Rio Varosa, é uma experiência divina.

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